O primeiro show da Murderess aqui em Curitiba aconteceu no domingo de carnaval, encerrando uma tour de 7 datas que a banda fez por São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Minha expectativa para vê-la ao vivo era grande, não só por representar uma cena extrema foda como é a de Brasília, mas por ser uma banda formada por maioria de mulheres com posicionamento feminista e abertamente antifascista.

Sempre sou a maior entusiasta da presença feminina no rolê extremo, e acho genial que a Murderess leve para suas letras narrativas da resistência de mulheres na história. Recentemente a banda lançou uma camiseta com uma arte ****MUITO FODA**** retratando a sniper soviética Lyudmila Pavlichenko, homenageada na faixa Lady Death, que abre o segundo ep da banda, Time to Kill vol. II. Então lógico que a primeira coisa que eu fui fazer quando cheguei no Lado B, local onde aconteceu o show, foi procurar a dita camiseta, que, não surpreendentemente, havia esgotado no primeiro show da tour.

As bandas convidadas para abrir foram Retalhos e Ethel Hunter. Nao conhecia Retalhos, e, na verdade, continuei sem conhecer porque eles não tocaram. Mas o Ethel Hunter nunca falha, ô banda que rala!!! Eles fizeram um set curto, potente e brutal. Gosto muito das músicas do álbum que eles lançaram ano passado, em especial Passage to Death.

Quando o rolê é no Lado B os setlists normalmente são meio curtos, de uns 40 minutos. É que o bar não tem isolamento acústico, e a lei do silêncio vigora a partir das 22h. Se uma banda se esticar demais, a outra fica sem tocar. É questão de bom senso mesmo.

O set da Murderess também foi meio curto, mas excelente. Na verdade queria a noite não estivesse tão abafada para conseguir encarar a pista cheia por mais um tempo, até para conseguir fazer fotos e vídeos. A iluminação lá não ajuda muito, então o que filmei de longe ficou muito ruim.

A Murderess faz um som tipo blackened death metal, um dos meus gêneros favoritos, com influências desde clássicos como Obituary e Bolt Thrower (aff amo!) até alguma coisa mais moderna, como Asagraum. O calor é a lotação carnavalesca do bar atrapalharam um pouco a experiência do show, que, para mim, foi um pouco fragmentada pelo próprio movimento do grande volume de público. Ainda assim, a recepção da banda foi excelente e só ouvi elogios entre os comentários no pós-show.

Quero muito ter a oportunidade de ver a Murderess mais de perto, sem aquele fervo todo. Mas, por ora, fica aqui o segundo ep da banda, aquele que mencionei no início do texto.

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