{"id":259,"date":"2025-02-17T19:43:27","date_gmt":"2025-02-17T22:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/curitibametal.com\/?p=259"},"modified":"2025-02-17T19:43:27","modified_gmt":"2025-02-17T22:43:27","slug":"tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo-spunk-stoner-session","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/curitibametal.com\/?p=259","title":{"rendered":"Tudo, em todo lugar, ao mesmo tempo &#8211; SPUNK Stoner Session"},"content":{"rendered":"\n<p>Domingo dia 16 de fevereiro foi um dia bom e ruim pros metaleiros de plant\u00e3o aqui em Curitiba. Isso porque aconteceram simultaneamente tr\u00eas shows que pareciam todos incr\u00edveis, mas s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel estar em um lugar de cada vez. Acabei deixando para ver Atrocitus e Ethel Hunter numa pr\u00f3xima vez, e escolhi ir ao Camale\u00e3o Cultural para a SPUNK Stoner Session, que trouxe shows de quatro bandas: <strong>Lod\u00f6<\/strong>, <strong>Mono Histeria<\/strong>, <strong>Cassandra<\/strong> e <strong>Pantanum<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei na rua S\u00e3o Francisco acompanhada de um amigo, e percebi que a quadra onde fica o Camale\u00e3o Cultural se encontrava interditada para a realiza\u00e7\u00e3o de uma edi\u00e7\u00e3o aberta da festa Fui Par\u00e1, que \u00e9 uma festa de discotecagem de brega paraense. A rua estava decorada com bandeira do Par\u00e1 e a mesa do DJ ficava <em>bem no meio da rua<\/em>, em volta da qual uma multid\u00e3o suada dan\u00e7ava e cantava os maiores sucessos do techno melody. Pessoalmente, acho o cen\u00e1rio cultural da musica paraense muito interessante, especialmente essa cena que se formou t\u00e3o longe, aqui no estado do Paran\u00e1. Dancei um pouco, suei muito, mas, bem de verdade, aquele caos todo me deixou um pouco irritada. O som era caracteristicamente estridente e as m\u00fasicas, t\u00e3o iguais umas \u00e0s outras, que tudo parecia uma grande m\u00fasica cont\u00ednua. <\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 mir\u00edade carnavalesca paraense, era poss\u00edvel identificar algumas pessoas vestido preto e coturnos. Inclusive um ambulante, identificado por colete da prefeitura, vestia por baixo uma camiseta do Sarc\u00f3fago. Demorei um pouco at\u00e9 encontrar minha amiga, e ap\u00f3s uma cerveja ali mesmo nos ambulantes decidimos entrar no Camale\u00e3o, torcendo para que o isolamento ac\u00fastico da casa desse conta de isolar a barulheira de fora. Se n\u00e3o desse, teria sido uma noite de Stoner Brega. <\/p>\n\n\n\n<p>A primeira banda a subir ao palco foi o <strong>Lod\u00f6<\/strong>, que entregou uma performance  vigorosa, com excelente instrumental e vocais muito pr\u00f3ximos das bandas brasileiras de punk rock dos anos 90. O calor dentro da casa era grande, mas o al\u00edvio de sair do caos da rua certamente era maior. Quando o show acabou n\u00e3o dava para voltar para fora para fumar, porque a rua estava ainda mais cheia do que antes. Felizmente o Camale\u00e3o tem uma \u00e1rea de fumantes na parte de cima, onde todo mundo se encontrava para reclamar do calor. <\/p>\n\n\n\n<p>Eu estava bastante curiosa para ver o show do <strong>Mono Histeria<\/strong>. A banda trouxe um stoner metal competente, com destaque para a bateria (muito foda!!). Assim como o Lod\u00f6, as m\u00fasicas do Mono Histeria tamb\u00e9m eram cantadas em portugu\u00eas, mas n\u00e3o consegui entender as letras muito bem. N\u00e3o sei se era a grande quantidade de distor\u00e7\u00f5es usadas no vocal, ou se eu simplesmente n\u00e3o consegui prestar aten\u00e7\u00e3o suficiente, j\u00e1 que estava tentando <s>sobreviver naquele forno<\/s> fazer v\u00eddeos para atualizar o Instagram do Curitiba Metal. <\/p>\n\n\n\n<p>O stoner rock\/metal e seu cong\u00eanere, o sludge, s\u00e3o caracter\u00edsticos pelo uso imoderado de distor\u00e7\u00f5es nos vocais e instrumentos. O duo <strong>Cassandra<\/strong>, que \u00e9 composto apenas por bateria e baixo, confia nessas distor\u00e7\u00f5es para produzir sonoridades bastante distintas a partir de um mesmo instrumento, e tem como resultado o som pesado e arrastado do baixo entrecortado pela poderosa bateria da Karina D&#8217;Alessandre. J\u00e1 fazia alguns anos que eu n\u00e3o via Cassandra, e fiquei super contente de poder v\u00ea-los outra vez acompanhados pelo Pantanum. Nesse show, o que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a casa cheia de gente reunida pra curtir sludge. Inesperado e muito massa!! Fiz alguns stories do show e do povo curtindo que devo subir pro youtube e postar aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 passava das 22h quando o <strong>Pantanum<\/strong> subiu ao palco. A banda deu uma sumida no per\u00edodo da pandemia e agora est\u00e1 voltando aos poucos, soube que no ano passado eles fizeram show num evento da Zoom Discos. O trio curitibano \u00e9 criativo e pra l\u00e1 de competente, foi o show perfeito para encerrar essa noite <s>em que todo mundo quase morreu de calor<\/s>. Quando sa\u00edmos de dentro do Camale\u00e3o, a rua ainda estava bastante movimentada, mas, felizmente, bem menos cheia que horas antes. Ainda encontrei uma amiga que estava peregrinando nos blocos de carnaval, e trocamos algumas palavras antes que cada um chamasse seu Uber para ir embora. Na verdade, o pre\u00e7o alto da corrida ainda fez a gente esticar a noite mais um tanto, tomando uma saideira aqui e outra ali at\u00e9 que os pre\u00e7os voltassem ao normal. <\/p>\n\n\n\n<p>Sabe, ultimamente eu tenho sentido o peso da idade quando saio assim \u00e0 noite. N\u00e3o \u00e9 nem pela ressaca, essa, felizmente, n\u00e3o tem dado as caras, mas no dia seguinte me sinto super esgotada, como se tivesse corrido uma maratona no lugar de apenas curtir um show. To quase comprando um banquinho dobr\u00e1vel para levar para o rol\u00ea. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;ou ser\u00e1 que est\u00e1 na hora de desacelerar? \ud83d\udc40<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Domingo dia 16 de fevereiro foi um dia bom e ruim pros metaleiros de plant\u00e3o aqui em Curitiba. Isso porque aconteceram simultaneamente tr\u00eas shows que pareciam todos incr\u00edveis, mas s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel estar em um lugar de cada vez. Acabei deixando para ver Atrocitus e Ethel Hunter numa pr\u00f3xima vez, e escolhi ir ao Camale\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":195,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=259"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":266,"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/259\/revisions\/266"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/curitibametal.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}