{"id":294,"date":"2025-03-03T04:03:36","date_gmt":"2025-03-03T07:03:36","guid":{"rendered":"https:\/\/curitibametal.com\/?p=294"},"modified":"2025-03-05T14:34:41","modified_gmt":"2025-03-05T17:34:41","slug":"raridade-blood-rock-bar-recebe-bandas-autorais-no-carnaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/curitibametal.com\/?p=294","title":{"rendered":"Raridade! Blood Rock Bar recebe bandas autorais no carnaval"},"content":{"rendered":"\n<p>EEEEEE! Cheguei em casa s\u00e3 e cansada depois de dois dias de carnaval e resolvi escrever antes que as observa\u00e7\u00f5es de hoje me escapem \u00e0 mente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por um milagre, Blood Rock Bar teve uma noite de bandas autorais. Blood \u00e9 um bar que fica num casar\u00e3o antigo nas imedia\u00e7\u00f5es do centro hist\u00f3rico de Curitiba. Toda vez que vou l\u00e1 minha m\u00e3e insiste em lembrar que nos anos 90 naquele lugar funcionou uma pizzaria chamada D&#8217;Artagnan. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando comecei a frequentar o casar\u00e3o que hoje atende por Blood, l\u00e1 existia um bar de rock chamado Por\u00e3o 88. Isso foi nos idos de 2004 quando l\u00e1 acontecia uma festa g\u00f3tica chamada Bio Dementia. Mais de vinte anos depois a Bio Dementia ainda existe e os organizadores da festa hoje s\u00e3o propriet\u00e1rios do local. Para mim existe uma mem\u00f3ria afetiva daquele por\u00e3o de tijolos que, antes escuro e abafado, hoje conta com ar condicionado para uma exist\u00eancia decente em meio ao apocalipse clim\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Blood \u00e9 um bar de bandas cover. L\u00e1 toca cover de qualquer coisa &#8211; de Avril Lavigne a Cradle of Filth &#8211; e como eu n\u00e3o gosto de nada cover quase nunca vou l\u00e1. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 quando o bar abre espa\u00e7o para bandas autorais, o que costuma acontecer com entrada gratuita, mediante retirada de convites diretamente com as bandas.<\/p>\n\n\n\n<p>O p\u00fablico do Blood \u00e9 um misto de adolescentes e divorciados, e a propor\u00e7\u00e3o otimista de 70%-30% em rela\u00e7\u00e3o a homens e mulheres costuma se preservar no local. Quando cheguei l\u00e1 observei um misto bizarro de jovens de corpse paint e de cosplay, prov\u00e1veis frequentadores da Zombie Walk que acontecera no mesmo dia mais cedo.  Acho realmente que objetivo da juventude \u00e9 <s>ser rid\u00edcula<\/s> se arriscar e, por conseguinte, incentivo muito essas pr\u00e1ticas. Fomos, afinal, todos jovens em algum momento.<\/p>\n\n\n\n<p>A casa abriria \u00e0s 16h, e quando cheguei l\u00e1, pouco ap\u00f3s \u00e0s 19h o lugar ainda n\u00e3o estava cheio. Ethel Hunter, a segunda banda do line-up, j\u00e1 enveredava pela segunda metade de seu setlist quando cheguei para ~saborear~ um pouquinho de seu brutal death metal. Minha queixa com rela\u00e7\u00e3o ao som (sempre, n\u00e9) \u00e9 que n\u00e3o dava pra ouvir o baixo muito bem, a n\u00e3o ser quando o baixista sentava a m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Seis bandas compunham o line-up e, dessas, vi apenas tr\u00eas. Al\u00e9m do Ethel Hunter, eu estava ansiosa por ver Humanal, banda pela qual nutria expectativas que foram prontamente superadas. Humanal se apresenta como uma banda de ~groove metal~, g\u00eanero o qual eu, honestamente, desconhecia e, portanto, n\u00e3o sabia muito bem o que esperar. Os pontos altos da banda, na minha opini\u00e3o, foram o vocal e a bateria, mas o baixo tamb\u00e9m era muito bom. A vocalista, Tati Klingel, tem uma showmanship invej\u00e1vel e uma t\u00e9cnica vocal que a permite transitar entre o fry e o vocal limpo com uma fluidez incomum. \u00c9 fato que o som perdia intensidade nos vocais limpos, mas, no geral, a qualidade do som se mostrava melhor que no show de Ethel Hunter. O p\u00fablico tamb\u00e9m foi o mais volumoso da noite na apresenta\u00e7\u00e3o de Humanal, foi quando a casa pareceu o mais cheia na noite.<\/p>\n\n\n\n<p>A banda que encerrou a noite foi Atrocitus, e \u00e9 curioso como em todo show do Atrocitus me pego peguntando &#8220;\u00e9 thrash? \u00e9 death?&#8221; e nunca consigo uma resposta. \u00c9 meio thrash, meio death, meio grind com letras em portugu\u00eas sobre quest\u00f5es e dilemas reais do cotidiano. Para mim, foi muito legal quando Atrocitus convidou Tati Klingel ao palco para uma m\u00fasica chamada Ansiedade. O comando de palco da gata fez toda a diferen\u00e7a na forma\u00e7\u00e3o de um mosh em que me posicionei estrategicamente atr\u00e1s de um cara muito grande. O show foi foda e encerrou a noite com a energia l\u00e1 em cima, apesar da casa j\u00e1 ter esvaziado consideravelmente na altura do \u00faltimo show.<\/p>\n\n\n\n<p>O rol\u00ea come\u00e7ou cedo e terminou cedo, o que costumo valorizar enormemente. Mas \u00e9 carnaval e estive gravando meu segundo epis\u00f3dio no podcast Gimito, o que me atrasou um pouco para os shows. Gostaria de estar mais animada com o carnaval mas sinto que n\u00e3o ser\u00e1 dessa vez que sairei pulando na rua coberta de glitter. Tendo Humanal como refer\u00eancia aprendi que ~groove metal~ \u00e9 algo entre o thrash e o nu metal com um baixo groovad\u00e3o. Certamente foi essa banda o ponto alto da minha noite, que terminou encostada no Empada com Birita checando a lista do Oscar.<\/p>\n\n\n\n<p>Aliviada por terminar esse texto, devo dedicar os pr\u00f3ximos dias a reler minha disserta\u00e7\u00e3o e retomar o tema de pesquisa tantos anos depois para um congresso. N\u00e3o, eu nunca paro de escrever. <\/p>\n\n\n\n<p>Nos vemos na pr\u00f3xima semana com o CWB Hell!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EEEEEE! Cheguei em casa s\u00e3 e cansada depois de dois dias de carnaval e resolvi escrever antes que as observa\u00e7\u00f5es de hoje me escapem \u00e0 mente. Por um milagre, Blood Rock Bar teve uma noite de bandas autorais. Blood \u00e9 um bar que fica num casar\u00e3o antigo nas imedia\u00e7\u00f5es do centro hist\u00f3rico de Curitiba. 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