{"id":325,"date":"2025-03-10T04:38:00","date_gmt":"2025-03-10T07:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/curitibametal.com\/?p=325"},"modified":"2025-03-15T16:26:37","modified_gmt":"2025-03-15T19:26:37","slug":"varias-emocoes-ou-black-chaos-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/curitibametal.com\/?p=325","title":{"rendered":"V\u00e1rias emo\u00e7\u00f5es, ou Black Chaos Curitiba."},"content":{"rendered":"\n<p>Meu caneco, que rol\u00ea dif\u00edcil de explicar. Primeiro porque aconteceu de \u00faltima hora depois do fiasco da Mad, depois porque foi <strong>intenso<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim foi uma noite de primeiras vezes , porque eu nunca tinha visto nenhuma das bandas ao vivo. A casa abriria \u00e0s 16h mas a dificuldade em conseguir um uber fez com que eu chegasse ao local faltando pouco para as 17h. Foi f\u00e1cil fazer meu credenciamento como imprensa e, na aus\u00eancia dos habituais ambulantes em frente ao CWB Hall, logo tivemos, eu e os chegados, que entrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo que entrei subia ao palco o Amen Corner, banda aqui de Curitiba que eu, no entanto, jamais vira tocar ao vivo. O show foi impressionante, com m\u00fasicas muito bem compostas e arranjadas, especialmente aquelas datadas da d\u00e9cada de 1990. A banda fez quest\u00e3o de localizar historicamente cada uma de suas composi\u00e7\u00f5es, o que, para mim, como historiadora, foi especialmente ~saboroso~. Sou a favor, inclusive, de que todas as bandas datem suas composi\u00e7\u00f5es ao subir ao palco. <\/p>\n\n\n\n<p>Fui, devido ao calor, respirar do lado de fora e quando voltei para dentro da casa j\u00e1 estava o palco o Great Vast Forest. Primeiro que eu jamais ouvira falar nessa banda, que completa, nesse ano, trinta anos de exist\u00eancia, Mas tamb\u00e9m n\u00e3o sei de quanto tempo fora o hiato que os prevenira de ser mais ativos na cena do metal extremo. Me chamou a aten\u00e7\u00e3o como o visual da banda remetia ao black metal noruegu\u00eas da d\u00e9cada de 1990, o que era sintom\u00e1tico de seu som. Como exemplo, deixo aqui o lookinho do guitarrista, e desde j\u00e1 pe\u00e7o desculpas pela qualidade da fotografia:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_2596-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-326\" style=\"width:467px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_2596-768x1024.jpg 768w, https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_2596-225x300.jpg 225w, https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_2596-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_2596-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_2596-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tirando um xabu que deu no microfone principal no decorrer do show, o som estava bem ok. O que, vamos combinar, \u00e9 uma raridade para o CWB Hall. O show do Great Vast Forest foi cl\u00e1ssico, intenso e curtinho, visto que a banda &#8211; talvez pelas dificuldades com o microfone &#8211; terminou antes do previsto. A banda seguinte estava prevista para as 19h20, mas eram 19h quando o show come\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mystifier&#8230; o que dizer sen\u00e3o PUTA QUE PARIU??? Primeiro que Mystifier \u00e9 um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico brasileiro do black metal. Depois, que o show foi pesado, acelerado, intenso e &#8211; com exce\u00e7\u00e3o de mais um xabu que deu na primeira guitarra &#8211; foi perfeito. A qualidade do som estava excelente.  O que, no entanto, n\u00e3o se repetiu na banda subsequente,<\/p>\n\n\n\n<p>A banda seguinte foi Yoth Iria e todo mundo j\u00e1 estava com d\u00f3 deles por terem sido abandonados no aeroporto gra\u00e7as ao fiasco da MAD Produtora. Devidamente resgatados pelo pessoal do Necr\u00f3pole Hall de S\u00e3o Paulo, a banda se dirigiu, ap\u00f3s o shows realizados naquela cidade. Aqui em Curitiba, no entanto, a banda ca\u00edra v\u00edtima da m\u00e1 qualidade do som do CWB Hall. E n\u00e3o teve como a presen\u00e7a de palco dos artistas salvasse a qualidade terr\u00edvel do som, que soava como se a banda tocasse num banheiro. Eram graves, apenas graves, e n\u00e3o havia como ouvir mais nada que a banda tocasse,<\/p>\n\n\n\n<p>Houve um momento em que desisti e me dirigi, bem puta da cara, para o lado de fora do lugar. Chovia, mas a irrita\u00e7\u00e3o e a vontade de fumar eram grandes o suficiente para que eu enfrentasse o movimento que se ajambrava, tanto quanto poss\u00edvel, sob uma marquise na lateral do local. Posteriormente vi, via Instagram, que a banda pagara tributo a sua alma mater do black metal grego fazendo uma vers\u00e3o de Non Serviam, do Rotting Christ.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu estava chateada com a qualidade do som, mas estava certa de que o fiasco n\u00e3o se repetiria com a banda principal da noite, o Dark Funeral. Dark Funeral \u00e9 uma banda formada na d\u00e9cada de 1990 na Su\u00e9cia que tem sido, desde ent\u00e3o, refer\u00eancia no g\u00eanero do black metal. O setlist foi ecl\u00e9tico, e abrangeu tanto cl\u00e1ssicos quanto m\u00fasicas mais recentes. Eu n\u00e3o prestei tanta aten\u00e7\u00e3o no show porque n\u00e3o parei quieta tentando fazer fotos e v\u00eddeos do palco. <\/p>\n\n\n\n<p>Meu maior problema no decorrer das apresenta\u00e7\u00f5es das bandas foi a preocupa\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado para o Instagram desse blog e a responsabilidade de estar cobrindo o show como imprensa. Minha preocupa\u00e7\u00e3o residia muito mais em pegar os melhores \u00e2ngulos para fotos e v\u00eddeos do que, de fato, curtir os shows, o que achei, no geral bastante preocupante. Todavia cabe destacar que o p\u00fablico dos shows foi bastante educado e quando me enfiei na beira do palco para fazer fotos e v\u00eddeos, todos se mostraram bastante sol\u00edcitos. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando os shows acabaram, um dos produtores me levou ao backstage, onde me vi num camarim cercada pelos membros do Yoth Iria. Eu n\u00e3o havia preparado nada para entrevistar nenhuma das bandas e creio que, na surpresa do momento, at\u00e9 meu ingl\u00eas me falhou. Me senti est\u00fapida e envergonhada e acho que a banda percebeu meu desconforto. O vocalista, Jim Mutilator, foi gentil e comentou um pouco sobre o prop\u00f3sito da banda e sobre o black metal grego. Me senti uma rep\u00f3rter de merda, mesmo n\u00e3o sendo rep\u00f3rter at all. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 \u00e9 quase de manh\u00e3, e acredito que amanh\u00e3 terei tempo para repassar todas as fotos e v\u00eddeos feitas no Black Chaos Curitiba. Feito isso, vou atualizar o post com fotos e v\u00eddeos para que quem me l\u00ea tenha melhor no\u00e7\u00e3o do que estou falando.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, me despe\u00e7o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu caneco, que rol\u00ea dif\u00edcil de explicar. Primeiro porque aconteceu de \u00faltima hora depois do fiasco da Mad, depois porque foi intenso. Para mim foi uma noite de primeiras vezes , porque eu nunca tinha visto nenhuma das bandas ao vivo. 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