{"id":34,"date":"2024-11-18T22:43:00","date_gmt":"2024-11-19T01:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/curitibametal.com\/?p=34"},"modified":"2024-12-25T14:12:34","modified_gmt":"2024-12-25T17:12:34","slug":"ethel-hunter-no-lado-b-ou-ouvir-death-metal-sentadinha-e-bom-demais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/curitibametal.com\/?p=34","title":{"rendered":"Ethel Hunter no Lado B, ou Ouvir Death Metal sentadinha \u00e9 bom demais"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"5fb5\">Essa cr\u00f4nica encerra a saga do feriado de 15 de novembro, descrita aqui fora de ordem.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"9ed9\">S\u00e1bado cheguei do show da Bianca del Rio perto de meia noite e estava absurdamente cansada. Tomei meus vi\u00e1ticos e acordei quase \u00e0s 17h horas do dia seguinte sem sabem sequer em que planeta estava. Eu tinha duas escolhas, tomar outro vi\u00e1tico e voltar a dormir, ou ir para o Lado B ver o show do Ethel Hunter.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"56a1\">Perguntei a alguns amigos se algu\u00e9m iria a esse show, mas os meninos continuavam em SP e o Daniel disse que precisava estudar. Pouco depois, C\u00edntia mandou uma mensagem chamando para ir at\u00e9 o Lado B, o que considerei um sinal para ir. Peguei um Uber imediatamente, porque se sentasse de volta ia desistir de sair. Veja bem, eu estava destru\u00edda de uma maratona que come\u00e7ou na quarta-feira com um anivers\u00e1rio, incluiu uma viagem a S\u00e3o Paulo e um retorno apressado para outro show em Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"11e0\">Cheguei no Lado B por volta das 20h e passei uns 20 minutos esperando minha amiga. O Lado B \u00e9 um bar j\u00e1 tradicional nas imedia\u00e7\u00f5es do centro hist\u00f3rico de Curitiba. Herdeiro da tradi\u00e7\u00e3o dos botecos underground como o Lino&#8217;s, o Lado B(bum) recebe shows gratuitos de bandas autorais de qualquer g\u00eanero underground que acontecem especialmente aos domingos entre as 20h e as 22h.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"cf51\">Embora se trate de um lugar predominantemente frequentado por h\u00e9teros, \u00e9 um bar que tem pessoas trans\/nb entre seus funcion\u00e1rios, e onde ningu\u00e9m nunca mexeu comigo por frequentar o bar sozinha. \u00c9 um botec\u00e3o roots onde me sinto bastante confort\u00e1vel, apesar de um ou outro b\u00eabado mala que sempre resolve puxar papo. Quem gere o Lado B com m\u00e3o de ferro \u00e9 o casal Babbur e Regina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-117\" srcset=\"https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-300x300.jpeg 300w, https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-150x150.jpeg 150w, https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-768x768.jpeg 768w, https:\/\/curitibametal.com\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A turma do Lado B com os caras do Krisiun e o J\u00e3o do Ratos de Por\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"df10\">Eu n\u00e3o imaginava que, apesar das 17h horas cont\u00ednuas de sono, ainda estaria t\u00e3o cansada. Como o bar estava cheio e n\u00e3o tinha onde sentar l\u00e1 dentro, sentei no degrau de uma porta de ferro que sempre fica fechada tomando uma \u00e1gua com g\u00e1s. C\u00edntia chegou para atualizarmos as fofocas, logo o show do Ethel Hunter come\u00e7ou, e eu basicamente n consegui sair do lugar kkkk.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"d726\">O Ethel Hunter \u00e9 uma banda de brutal death metal aqui de Curitiba capitaneada pela vocalista Larissa Pires. Larissa \u00e9 dona de um gutural sinistro, que d\u00e1 peso ao som brutal da banda. O Daniel sempre fala que Ethel Hunter tem um subtexto de Cannibal Corpse, mas eu honestamente n\u00e3o sei se enxergo essa nuance. Ele manja de metal bem mais que eu (porque \u00e9 um nerd\u00e3o), ent\u00e3o vamos aceitar que seja isso mesmo: brutal death quase chegando no gore\/grind.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"5785\">O show teve por volta de uma hora de dura\u00e7\u00e3o e marcou o in\u00edcio de uma nova fase da banda com nova logo, e novos singles do \u00e1lbum Uncertainty of Existence. O que eu gosto mesmo no Ethel Hunter \u00e9 que eles ralam bastante; est\u00e3o sempre abrindo para bandas de fora \u2014 como foi o caso do Napalm Death \u2014 e tocando por conta em gigs locais como o Lado B e o 92 Graus. Isso faz com que o p\u00fablico consiga acompanhar o crescimento da banda e as transforma\u00e7\u00f5es em seu estilo musical muito mais do que se aparecesse esporadicamente. Tem quem diga que essa frequ\u00eancia faz enjoar da banda, mas para mim \u00e9 o oposto disso. Gosto de poder comparar diferentes performances e perceber diferen\u00e7as mais sutis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Ethel Hunter  - Uncertainty of Existing (OFFICIAL VIDEO)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NbxcVKI87kk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"7e3a\">Mas bom mesmo \u00e9 ouvir death metal sentadinha, deixando que o entretenimento venha at\u00e9 mim tal qual em um banquete na corte.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"348f\">O rol\u00ea serviu rodinhas de fofoca anti-imperialista, propaganda norte-coreana, e uma longa digress\u00e3o sobre o amor conduzida por ningu\u00e9m menos que o Jovem \u2014 dono do 92 Graus e autoproclamado \u00faltimo rom\u00e2ntico do underground \u2014 que foi brutalmente interrompida por dois malucos saindo no soco na sarjeta. Teve garrafada, gente rolando no ch\u00e3o, gente tentando separar e quase apanhando junto\u2026 o melhor do entretenimento insalubre da noite curitibana.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"cfc4\">O Babbur, dono do bar, falou grosso pra separar a briga e mandou que cada um dos brig\u00f5es seguisse seu rumo num sentido diferente da rua. O mo\u00e7o que levou a garrafada foi embora com a testa sangrando, mas o que come\u00e7ou a briga, uma figurinha carimbada dos roles da Trajano Reis que estava acompanhado de sua dign\u00edssima genitora, ficou por ali enchendo o saco mais um tanto, tentando arrumar mais briga.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"3027\">Foi quando me despedi da C\u00edntia e seguimos cada uma para sua casa de Uber. Mais um domingo perfeitamente normal e salutar (rysos) na noite curitibana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa cr\u00f4nica encerra a saga do feriado de 15 de novembro, descrita aqui fora de ordem. 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